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Pesquisas relatam retornos da IA

Levantamentos empresariais distinguem gastos, resultados relatados e controles operacionais.

Escritório da Deloitte em Hyderabad à noite, fotografado em junho de 2021.
Escritório da Deloitte em Hyderabad, Índia, em 24/06/2021. Foto: iMahesh/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Fotografia inteira redimensionada, com margens e conversão para WebP; adaptação sob a mesma licença.

A Dun & Bradstreet divulgou em 28 de outubro uma pesquisa com dez mil empresas de 32 países. Segundo o levantamento, 65% planejam ampliar investimentos em inteligência artificial nos próximos doze meses, mas 28% relatam retorno amplo ou forte. Essa última proporção ficou estável em relação ao terceiro trimestre. A divulgação não informa datas de campo, critérios de recrutamento ou ponderação da amostra, o que limita a avaliação de sua representatividade nacional.

A prontidão dos dados também varia: 8% classificam suas bases como plenamente preparadas, 33% como majoritariamente prontas e 44% como parcialmente prontas. Entre os participantes do primeiro grupo, 81% relatam retorno amplo ou forte, contra 12% no grupo parcialmente preparado. A associação decorre de respostas empresariais e não demonstra que preparar dados, isoladamente, cause ganhos financeiros. Nas Américas, aproximadamente 68% pretendem elevar gastos, enquanto 23% informam retorno amplo ou forte. Esse recorte regional não permite atribuir os percentuais ao Brasil. A parcela que afirma estar escalando projetos para produção chegou a 37%, ante 34% no trimestre anterior. No total, 98% mantêm iniciativas ativas.

A Deloitte publicou em 29 de outubro um estudo, baseado em 3.500 líderes empresariais e de tecnologia, do nível de diretoria à alta administração, envolvidos diretamente em iniciativas de inteligência artificial. A coleta ocorreu entre maio e junho de 2026, em 25 países e seis setores. Nesse universo, 81% relatam decisões ou execução mais rápidas, mas somente 25% descrevem transformação profunda, envolvendo novos produtos, serviços, processos centrais ou modelos de negócio.

Os ganhos de receita aparecem nas respostas de 28% dos participantes, ante 20% na divulgação de janeiro. A pesquisa aponta redesenho de funções em 60%, ao menos moderadamente, e transferência significativa de autoridade decisória em 15%. O monitoramento dos custos também é desigual: 71% acompanham despesas totais de inferência e APIs, 51% medem volume de tokens e 44% observam custo por unidade de inferência. Além disso, 40% permitem, ao menos moderadamente, ações ou decisões sem aprovação humana prévia. Para 23%, a responsabilização permanece indefinida quando a IA gera consequências negativas. São percepções dos gestores consultados, sem comprovação independente de eficácia ou de resultados financeiros.

Escritório da Deloitte em Hyderabad, Índia, em 24/06/2021. Foto: iMahesh/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Fotografia inteira redimensionada, com margens e conversão para WebP; adaptação sob a mesma licença.

Fontes

Fontes e referências

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