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Japão: habitação e Lixil

Indicadores habitacionais contextualizam demonstrativos empresariais, desempenho, perspectivas.

Edifício da LIXIL com letreiro visível em Tóquio, em outubro de 2011.
Edifício da LIXIL em Ojima, Tóquio, em outubro de 2011. Obra: Lixil-Ojima-Building.jpg. Foto: Rs1421/Wikimedia Commons, CC BY-SA3.0. Fotografia inteira redimensionada, com margens e conversão para WebP; adaptação sob CC BY-SA3.0.

A Lixil anunciou em 30 de outubro receita de 762,5 bilhões de ienes entre abril e setembro de 2026, crescimento anual de 3,6%. A fabricante de produtos para construção e instalações hidráulicas registrou prejuízo atribuível de 4,6 bilhões, ante lucro no mesmo semestre anterior. O resultado denominado core caiu 11,4 bilhões de ienes, para 5,5 bilhões. A empresa relacionou a pressão sobre os ganhos no Japão ao encarecimento de matérias-primas e commodities e à redução de receitas no negócio habitacional. O resultado líquido também refletiu a comparação com menores despesas tributárias anteriores.

No mercado japonês, a receita recuou 1%, para 495,7 bilhões de ienes. No exterior, cresceu 12%, alcançando 282,8 bilhões. A divisão de tecnologia habitacional teve queda de 2,6% nas vendas, para 252,3 bilhões, e resultado core de 1,1 bilhão. A Lixil descreveu demanda fraca por reformas nesse segmento. Já a tecnologia de água no Japão ampliou receitas em 2,2%, para 157,3 bilhões. A companhia espera efeitos positivos de ajustes de preços a partir do terceiro trimestre fiscal, uma projeção sujeita ao desempenho futuro.

Em divulgação independente de 30 de outubro, o Ministério da Terra, Infraestrutura, Transportes e Turismo do Japão informou 61.826 moradias iniciadas em setembro, redução anual de 2,7%. Foi a primeira queda em seis meses. A área dessas novas construções caiu 3,2%, para 4,729 milhões de metros quadrados. Com ajuste sazonal e conversão para ritmo anual, o indicador ficou em 714 mil unidades, recuo mensal de 5,2%. Essa medida anualizada descreve o ritmo daquele mês e não a quantidade efetivamente construída durante um ano inteiro.

As residências para ocupação pelos proprietários somaram 17.648 unidades, queda de 3,4%. As destinadas à locação chegaram a 28.046, recuo de 1,6%. As construídas para venda totalizaram 15.688, baixa de 4,5%. Nesse último grupo, os apartamentos diminuíram 21,2%, para 4.825, enquanto as casas individuais avançaram 6,1%, para 10.687. Na região metropolitana da capital, as novas unidades recuaram 0,3%; em Chubu, 3,4%; e em Kinki, 8,1%. O levantamento oficial acompanha o início de obras no conjunto do país, oferecendo uma base estatística de construção e habitação, conforme a definição apresentada pelo ministério.

Edifício da LIXIL em Ojima, Tóquio, em outubro de 2011. Obra: Lixil-Ojima-Building.jpg. Foto: Rs1421/Wikimedia Commons, CC BY-SA3.0. Fotografia inteira redimensionada, com margens e conversão para WebP; adaptação sob CC BY-SA3.0.

Fontes

Lixil; MLIT.

Fontes e referências

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