A Lixil anunciou em 30 de outubro receita de 762,5 bilhões de ienes entre abril e setembro de 2026, crescimento anual de 3,6%. A fabricante de produtos para construção e instalações hidráulicas registrou prejuízo atribuível de 4,6 bilhões, ante lucro no mesmo semestre anterior. O resultado denominado core caiu 11,4 bilhões de ienes, para 5,5 bilhões. A empresa relacionou a pressão sobre os ganhos no Japão ao encarecimento de matérias-primas e commodities e à redução de receitas no negócio habitacional. O resultado líquido também refletiu a comparação com menores despesas tributárias anteriores.
No mercado japonês, a receita recuou 1%, para 495,7 bilhões de ienes. No exterior, cresceu 12%, alcançando 282,8 bilhões. A divisão de tecnologia habitacional teve queda de 2,6% nas vendas, para 252,3 bilhões, e resultado core de 1,1 bilhão. A Lixil descreveu demanda fraca por reformas nesse segmento. Já a tecnologia de água no Japão ampliou receitas em 2,2%, para 157,3 bilhões. A companhia espera efeitos positivos de ajustes de preços a partir do terceiro trimestre fiscal, uma projeção sujeita ao desempenho futuro.
Em divulgação independente de 30 de outubro, o Ministério da Terra, Infraestrutura, Transportes e Turismo do Japão informou 61.826 moradias iniciadas em setembro, redução anual de 2,7%. Foi a primeira queda em seis meses. A área dessas novas construções caiu 3,2%, para 4,729 milhões de metros quadrados. Com ajuste sazonal e conversão para ritmo anual, o indicador ficou em 714 mil unidades, recuo mensal de 5,2%. Essa medida anualizada descreve o ritmo daquele mês e não a quantidade efetivamente construída durante um ano inteiro.
As residências para ocupação pelos proprietários somaram 17.648 unidades, queda de 3,4%. As destinadas à locação chegaram a 28.046, recuo de 1,6%. As construídas para venda totalizaram 15.688, baixa de 4,5%. Nesse último grupo, os apartamentos diminuíram 21,2%, para 4.825, enquanto as casas individuais avançaram 6,1%, para 10.687. Na região metropolitana da capital, as novas unidades recuaram 0,3%; em Chubu, 3,4%; e em Kinki, 8,1%. O levantamento oficial acompanha o início de obras no conjunto do país, oferecendo uma base estatística de construção e habitação, conforme a definição apresentada pelo ministério.
Edifício da LIXIL em Ojima, Tóquio, em outubro de 2011. Obra: Lixil-Ojima-Building.jpg. Foto: Rs1421/Wikimedia Commons, CC BY-SA3.0. Fotografia inteira redimensionada, com margens e conversão para WebP; adaptação sob CC BY-SA3.0.
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