A Boeing informou, em 27 de outubro, receita de US$24,188 bilhões no terceiro trimestre, alta anual de 4%. O prejuízo líquido GAAP caiu de US$5,339 bilhões para US$116 milhões. A perda diluída por ação foi de US$0,26 pelas regras contábeis e US$0,34 no indicador ajustado, que utiliza exclusões próprias.
O segmento de aviões comerciais teve receita de US$10,720 bilhões, queda de 3%, e prejuízo operacional de US$697 milhões. Foram entregues 161 aeronaves, ante 160 um ano antes. O caixa operacional consolidado atingiu US$1,496 bilhão; o fluxo livre, medida não GAAP, após investimentos em instalações e equipamentos, foi de US$464 milhões. A carteira de pedidos não equivale a receita realizada.
Perspectivas para cargas
Em anúncio separado, de 28 de outubro, a fabricante apresentou em Miami sua previsão bienal para o transporte aéreo de cargas. A projeção estima que o tráfego mundial dobrará em vinte anos, com crescimento médio anual de 3,5%. A frota cargueira passaria de 2.395 aviões em 2025 para 4.010 em 2045, aumento de 67%. Esses números são expectativas da própria fabricante, não encomendas contratadas nem desempenho já observado.
O estudo prevê demanda por 2.930 cargueiros novos e convertidos no período. Aproximadamente 55% das entregas ampliariam a capacidade e 45% substituiriam aviões antigos. Dois terços seriam conversões de aeronaves de passageiros; o restante, produção nova. Fluxos ligados à Ásia representariam cerca de 60% do mercado mundial. A Boeing associa as perspectivas a comércio eletrônico, diversificação das cadeias produtivas e transporte de bens tecnológicos sensíveis a prazo, sem apresentar nesta apuração uma validação independente dessas relações. Segundo a fabricante, mercadorias transportadas por avião representam menos de 1% do comércio global em volume, mas aproximadamente um terço em valor. Em 2025, empresas com operação cargueira concentraram cerca de 90% da receita setorial mundial de US$170 bilhões.
Certificação
Na certificação de produtos, a FAA anunciou em 20 de outubro a aprovação do 737 MAX-10. A agência emitiu certificado de tipo emendado e atualizou o registro que autoriza a produção. Antes da aprovação, exigiu melhorias no sistema de controle de voo, incluindo um sensor aprimorado de ângulo de ataque. A decisão regulatória não mede o resultado financeiro da fabricante.
Fontes
Crédito e licença
Boeing 737-8 MAX N8942L, da Southwest, em Baltimore-Washington, em 22/10/2026. Foto: Acroterion/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0, também aplicável à adaptação. Fotografia inteira redimensionada, com margens e conversão para WebP.
Fontes e referências
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Conteúdo de Angelo Sebastião Silva Goncalves. Preparado com apoio de IA. Consulte as fontes e os critérios editoriais. Conheça nossos critérios editoriais e como solicitar uma correção.



