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Airbus amplia receita em 7% nos nove meses, a € 50,65 bi

Receita acumulada avançou 7%; trimestre isolado recuou, com projeções de entregas condicionais.

Airbus A320neo F-WNEO decola em Toulouse-Blagnac em setembro de 2014.
A320neo em seu primeiro voo em Toulouse-Blagnac, em 25/9/2014. Foto: Don-vip / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Recorte prévio por Marc Lacoste em 2020; versão preservada inteira, redimensionada com margens e convertida em WebP. Adaptação sob a mesma licença.

A Airbus divulgou em 28 de outubro receita de € 50,65 bilhões nos primeiros nove meses de 2026, alta de 7% sobre um ano antes. Entregou 547 aviões comerciais, ante 507. O lucro líquido do período encerrado em 30 de setembro chegou a € 3,59 bilhões, avanço de 36%.

O resultado operacional reportado foi de € 4,55 bilhões; o ajustado, de € 4,50 bilhões. O retrato do terceiro trimestre isolado é diferente: a receita caiu 2%, para € 17,47 bilhões, e o resultado operacional ajustado recuou 9%. Esses indicadores não substituem os números acumulados de janeiro a setembro.

O fluxo de caixa livre antes de financiamento a clientes ficou negativo em € 1,27 bilhão nos nove meses. A fabricante manteve a meta de aproximadamente 870 entregas comerciais em 2026, condicionada à ausência de novas perturbações no comércio, na economia, na cadeia de fornecedores e nas operações. A projeção não equivale a entregas concluídas.

Encomenda anterior

Em anúncio separado de 16 de outubro, a Aviation Capital Group assinou uma encomenda firme de 75 aeronaves da família A320neo. A gestora de ativos aeronáuticos, sediada na Califórnia, passou a acumular pedidos históricos de 190 aviões desse tipo. O contrato mostra como empresas de leasing também participam da demanda por aviões, além das compras realizadas diretamente pelas companhias aéreas.

O presidente da ACG descreveu a preferência por aeronaves novas de corredor único em sua estratégia de portfólio. A Airbus situou a relação entre as empresas desde um primeiro pedido em 2007 e apontou fornecimento aos clientes da gestora na próxima década. O comunicado não apresentou um cronograma individual de entregas dessa encomenda.

Mercado de serviços

Outro documento, publicado em 14 de outubro, trata da demanda por serviços de aviação. A Airbus estima que esse mercado mundial ultrapasse US$ 420 bilhões em 2045, com expansão média anual de 3,8%. É uma projeção atribuída à fabricante, não uma carteira de contratos já assegurada.

O estudo divide as oportunidades entre manutenção, apoio operacional, conectividade, modificações e treinamento. No apoio à manutenção, inclui fornecimento de estoques e suporte de engenharia; na modernização, adaptações de cabine e incorporação de tecnologias. O recorte considera jatos de passageiros com mais de cem assentos e cargueiros com capacidade superior a dez toneladas, independentemente do fabricante.

Fontes

Crédito e licença

A320neo em seu primeiro voo em Toulouse-Blagnac, em 25/9/2014. Foto: Don-vip / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Recorte prévio por Marc Lacoste em 2020; versão preservada inteira, redimensionada com margens e convertida em WebP. Adaptação sob a mesma licença.

Fontes e referências

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