O produto interno bruto da Itália ficou estável no terceiro trimestre frente ao trimestre anterior, segundo a estimativa preliminar divulgada pelo Istat em 30 de outubro. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento de 0,8%, abaixo do avanço anual de 1% registrado no segundo trimestre.
A medição usa valores em volume, com referência em 2020, e ajustes sazonais e de calendário. Serviços e agricultura cresceram, enquanto a indústria recuou. Pela demanda, o componente doméstico, incluindo estoques, contribuiu positivamente; a demanda externa líquida teve contribuição negativa. O instituto não apresentou nessa primeira estimativa taxas detalhadas de cada componente.
O crescimento carregado para 2026 permaneceu em 0,8%. Esse cálculo pressupõe variação trimestral nula nos períodos restantes do ano; não é uma previsão de expansão adicional. O Istat informa que dados ainda incompletos exigem integração estatística e podem gerar revisões maiores que nas divulgações posteriores. Portanto, o resultado inicial não equivale à apuração definitiva. A série foi revista desde 2022.
Confiança
Em divulgação de 29 de outubro, o Istat mostrou confiança dos consumidores de 90,3 pontos em outubro, ante 91,2 em setembro. O componente econômico caiu de 88 para 82,9 e a avaliação da situação corrente, de 90,4 para 88,7. Já o clima pessoal aumentou de 92,4 para 93; a visão de futuro permaneceu em 92,3.
O indicador composto de confiança empresarial subiu de 95,9 para 96,6. A indústria permaneceu em 91,9: as avaliações sobre carteira de pedidos e as expectativas de produção melhoraram marginalmente, mas os estoques aumentaram. Na construção, o índice passou de 97,5 para 97,8; pedidos ficaram menos pessimistas, enquanto a expectativa de emprego piorou.
Nos serviços de mercado, a confiança avançou de 97,1 para 99,6, com avaliações mais favoráveis sobre atividade e pedidos. No varejo, houve queda de 104,3 para 100,7. O instituto relacionou esse recuo à piora na avaliação dos negócios correntes e das expectativas de vendas, enquanto o nível dos estoques ficou praticamente estável. No varejo, o saldo de avaliações correntes caiu de 18,6 para 7,6; expectativas de vendas passaram de 22,7 para 21,9.
Os indicadores de confiança não representam percentuais de crescimento do PIB.
Edifício do Istat em Roma, fotografado em 20 de julho de 2009. Foto: Mattes/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Fotografia inteira redimensionada, com margens brancas e conversão para WebP; adaptação sob a mesma licença.
Fontes
Fontes e referências
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