A Snap divulgou em 22 de outubro de 2026 uma pesquisa da Ipsos, encomendada com a WPP, sobre relações com a inteligência artificial. Segundo o estudo, 70% dos consumidores consultados consideram invasivo o uso de dados pessoais por marcas para criar anúncios altamente personalizados com IA. Fonte: divulgação oficial.
O levantamento online ocorreu em abril de 2026, com 4.261 pessoas de 18 a 44 anos nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Arábia Saudita e Índia. Eram usuários diários de redes sociais que haviam usado IA no mês anterior. O Brasil não participou desse recorte.
Outro resultado: 68% consideram inaceitável que um chatbot de marca não consiga conectá-los imediatamente a uma pessoa. Metodologia e resultados estão no relatório oficial.
Como interpretar os resultados
A leitura de uma pesquisa depende de quem respondeu e de como as perguntas foram formuladas. O guia da associação de pesquisadores AAPOR recomenda identificar o responsável e o financiador do estudo, a época das entrevistas e os grupos aos quais cada resultado se refere. Fonte: guia metodológico.
O documento também orienta observar o texto e a ordem das perguntas, pois ambos podem influenciar respostas. O tamanho da amostra, isoladamente, não define a qualidade do levantamento.
Outro ponto é distinguir formas de selecionar participantes. A AAPOR diferencia amostras probabilísticas, com chances conhecidas de seleção, de amostras não probabilísticas. Para estas últimas, recomenda não apresentar a margem de erro convencional.
Esses critérios ajudam a avaliar comparações entre estudos: resultados obtidos em datas diferentes ou com perguntas distintas precisam ser interpretados levando essas diferenças em conta.
O que isso pode orientar no atendimento
Na análise da Nextags, os achados oferecem perguntas úteis para quem desenha automações comerciais. Uma equipe pode testar se o cliente entende por que determinada informação é solicitada e se reconhece uma utilidade concreta na resposta recebida.
Também pode avaliar o percurso entre a conversa automatizada e o atendimento humano. Vale observar se a transferência funciona, quanto tempo leva e se o contexto chega ao responsável, evitando que a pessoa precise recomeçar a solicitação.
Essas verificações podem orientar um teste com o público atendido pela empresa. A adoção de uma ferramenta e a avaliação de sua experiência são etapas diferentes: acompanhar satisfação, conclusão das tarefas e pedidos de transferência ajuda a entender como o fluxo funciona na prática.
Fontes e referências
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Conteúdo de Angelo Sebastião Silva Goncalves. Preparado com apoio de IA. Consulte as fontes e os critérios editoriais. Conheça nossos critérios editoriais e como solicitar uma correção.



