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PIB francês recua 0,1% no terceiro trimestre

Exportações e investimentos recuam; estatísticas detalham consumo francês em setembro.

Edifício Le White, sede do Insee em Montrouge, França, fotografado em janeiro de 2023.
Sede do Insee no edifício Le White, em Montrouge, França, em 04/01/2023. Foto: Boubloub/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0, também aplicável à adaptação. Fotografia inteira redimensionada, com margens e conversão para WebP.

O produto interno bruto da França recuou 0,1% no terceiro trimestre de 2026, depois de ficar estável no segundo. A primeira estimativa, divulgada pelo Insee nesta sexta-feira, 30 de outubro, mostra contração das exportações e do investimento. Os resultados medem volume, com ajustes sazonais e de dias úteis; não representam a variação nominal do faturamento das empresas.

As exportações caíram 1,7%, enquanto as importações avançaram 0,1%. O comércio exterior retirou 0,6 ponto percentual do crescimento, compensado parcialmente pela contribuição positiva de 0,4 ponto dos estoques. A formação bruta de capital fixo diminuiu 0,6%. O consumo das famílias, incluindo serviços, cresceu 0,4%. A demanda interna final, sem estoques, acrescentou 0,1 ponto ao PIB, como no trimestre anterior.

Compras de bens

Outro levantamento publicado nesta sexta-feira detalha as compras de bens em setembro. Elas diminuíram 0,5% em volume sobre agosto, que também havia registrado queda de 0,5%. Os bens manufaturados recuaram 1,1% e os alimentos, 0,2%. Já o consumo de energia aumentou 0,2%, depois de cair 2,4% no mês anterior. O indicador mensal não inclui os serviços consumidos pelas famílias.

Vestuário e produtos têxteis tiveram redução de 5,8%, após alta de 0,1% em agosto. Os bens duráveis caíram 0,2%, com retração de 1,1% nos equipamentos para o lar, especialmente eletrodomésticos. As compras de equipamentos de transporte avançaram 0,2%, sustentadas pelos carros novos, segundo o instituto. Esses movimentos se referem a setembro, diferentemente das comparações trimestrais das contas nacionais.

Confiança das famílias

A divulgação sucede a pesquisa de confiança publicada em 27 de outubro. Seu indicador sintético perdeu cinco pontos e chegou a 80, menor nível desde junho de 2013. A média de longo prazo é 100, calculada entre 1987 e 2025. O resultado é um índice de opiniões, não a porcentagem de consumidores confiantes nem uma medida de vendas efetivamente realizadas.

Essa pesquisa ouviu por telefone aproximadamente duas mil famílias entre 25 de setembro e 19 de outubro. O indicador reúne seis saldos de respostas, incluindo perspectivas para o padrão de vida, finanças pessoais, desemprego e oportunidade de grandes compras. Cada saldo corresponde à diferença entre respostas positivas e negativas. A sondagem antecede os dados divulgados agora e não demonstra que as opiniões tenham causado a variação do PIB.

Fontes

Crédito e licença

Sede do Insee no edifício Le White, em Montrouge, França, em 04/01/2023. Foto: Boubloub/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0, também aplicável à adaptação. Fotografia inteira redimensionada, com margens e conversão para WebP.

Fontes e referências

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